MANDATO TEM LIMITE, DIZ JUSTIÇA

Decisão reforça que poder de fiscalização deve seguir regras institucionais

Uma decisão da Justiça do Rio de Janeiro colocou novos limites à atuação dos deputados estaduais Rodrigo Amorim, Filippe Poubel e Alan Lopes após o caso envolvendo uma fiscalização realizada no Hospital Geral de Guarus, em Campos dos Goytacazes.

Ao manter as restrições impostas aos parlamentares, a Justiça reforçou que o exercício da atividade fiscalizadora não pode ocorrer sem observância dos procedimentos legais e institucionais previstos para esse tipo de atuação.

Entendimento judicial impõe freio a ações sem autorização formal

A sentença determina que os deputados não podem realizar fiscalizações em repartições municipais sem autorização prévia da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). O entendimento é de que a prerrogativa parlamentar não autoriza intervenções realizadas de forma individual, sem respaldo institucional adequado.

Além disso, permanecem em vigor restrições relacionadas ao acesso a determinadas áreas de órgãos públicos e outras medidas estabelecidas pela decisão judicial.

Condenação amplia repercussão política do caso

O episódio teve origem após a fiscalização realizada no Hospital Geral de Guarus, que motivou uma ação judicial movida pela Prefeitura de Campos. Com a decisão, os parlamentares também foram condenados ao pagamento de custas processuais e honorários advocatícios.

A sentença amplia a repercussão política do caso e reforça uma mensagem clara emitida pela Justiça: o mandato parlamentar garante prerrogativas, mas não elimina os limites impostos pela legislação e pelas instituições.